sexta-feira, julho 27, 2007

»Uma vida grandiosa

..Quarta-feira foi um dia muito especial para mim. Depois de passar uma agradável tarde terminando o terceiro livro que leio nessas férias, fui ao CCB onde haveria uma reunião com as responsáveis da Nova Era Kotekitai (NEK) de Brasília. A NEK é uma banda marcial feminina formada por membros da BSGI (ONG que visa criação de valores, educação, cultura e Paz Mundial). Nessa reunião, fui nomeada responsável da NEK da área Sobradinho.

..Assumir um cargo na BSGI é muito diferente do que estamos acostumados a ver nas demais instituições e empresas. Lá, você não é nomeado pelo que fez até então e sim, pelo que pode fazer. Logo, você não passa uma vida se desenvolvendo por meio de cursos e pintando um currículo que será selecionado entre vários depois de algumas entrevistas; você recebe o cargo e tem que correr atrás para estar à altura de todas as exigências. Sem contar que você não se torna diferente dos demais membros e por isso, não possui privilégios ou coisa parecida.

..A idéia é batalhar para levar com você uma galera que quer crescer e se tornar feliz. É um trabalho voluntário magnífico, uma verdadeira oportunidade para se desenvolver e ter uma vida grandiosa, sem, no entanto, conquistar sozinho.

..Agora eu preciso lançar grandes objetivos para as meninas de Sobradinho e em paralelo, lançar meu grande objetivo de vida. Dessa forma, concretizo vitórias muito mais significativas. Estou animada para o CApri (Curso de Aprimoramento) que será realizado no Domingo. Espero fazer valer essa animação e transformá-la em uma grande determinação.

"Um líder se faz pelo exemplo."

segunda-feira, julho 23, 2007

»Deixa a vida me levar...

... será? Com o tanto de coisa que eu preciso me comprometer e levar a sério eu realmente me sinto estressada só de pensar. Então eu me pergunto: para que pensar?

“Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.” Filtro Solar - Mary Schmich


Eu não estou preocupada, eu não estou preocupada.
Mas, volto a pensar que eu preciso de um portfolio, preciso pelo menos começar um, e me estresso. O problema é pensar demais e agir de menos. Eu preciso pensar no máximo no que é o meu objetivo principal, depois: fazer de tudo para alcançar.
É “simples”: tudo depende de nós.
Na reflexão sobre o goshô (carta do Buda) do mês de junho o vice-coordenador da DS, José Luiz Prieto, escreveu:

“Há muitas pessoas que vivem em função do passado. Presas às lembranças, idealizam um tempo que nunca mais retornará. Reagem a ressentimentos, arrependimentos, relacionamentos mal resolvidos e acabam justificando a infelicidade futura. Já o Budismo Nitiren é focado no presente e no futuro. (...) No sutra Shinjikan, consta: ‘Se deseja compreender as causas do passado, observe os resultados que são manifestados no presente. E se deseja saber quais resultados serão manifestados no futuro, observe as causas do presente’. (As escrituras de Nitiren Daishonin, vol. II, pág. 164)”.


Por muito tempo, achei que Carpe Diem era uma aventura distante para os que tem consciência. Viver o presente sempre significou para mim uma vida de irresponsabilidade sem se preocupar com o futuro. Mas, lendo essa reflexão, percebi que o presente nos revela exatamente quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Dessa forma, basta viver da melhor forma possível sintonizados em nossa missão individual.
O presidente da SGI, Daisaku Ikeda observa:

“Cada pessoa tem uma missão preciosa e insubstituível. Conforme indica o ensino budista das flores de ‘cerejeira, pessegueiro, amexeira e damasqueiro’, cada pessoa pode ser considerada como uma flor distinta e especial. É o poder da Lei Mística que capacita cada um de nós a fazer com que nosso potencial desabroche totalmente para cumprirmos nossa missão”.


Bem, vou trabalhar esse pensamento. É muito melhor do que viver deixando-se levar.

Aliás, boa notícia: eu estou lendo. Nunca mais havia tocado em um livro. Já terminei dois!

quarta-feira, julho 18, 2007

»Potencial x Limite

..Essas férias estão terríveis. Nunca pensei que aproveitaria tão mal o tempo que tenho.
..Quando estava estudando dizia que ia ler um milhão de livros, ver todos os filmes em cartaz, sair com as meninas, ensaiar melhor lira e violão, quem sabe viajar, entre outras coisas.
..Além disso, fica martelando na minha cabeça a questão do emprego. Eu preciso correr atrás de um monte de curso e me aprimorar, mas não sei por onde começar e me sinto cada vez mais perdida. Não sei se me sinto assim por que tenho mais preguiça do que vontade de agir. Provavelmente é isso. Preguiça é uma entre as mais comuns limitações de um ser humano.
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..Apesar da minha falta de coragem nessas férias, estive lendo um pouco e entre as coisas que li, achei essa passagem muito interessante:
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“O budismo afirma que cada indivíduo é responsável por seu próprio destino e tem ao mesmo tempo a prerrogativa para mudá-lo para melhor e desenvolver seu caráter no futuro.” Por exemplo, uma “pessoa com memória fraca não tem de se resignar ao seu destino. Se sabe de seu ponto fraco, pode iniciar os preparativos para um teste bem antes dos outros para que possa memorizar completa e eficazmente as matérias. Assim, poderá superar sua desvantagem. Em vez de depender de sua memória fraca, pode compensá-la aumentando sua compreensão. Estando ciente de seus próprios potenciais, fraquezas e inclinações, é possível desenvolver os pontos fortes e melhorar os fracos. Esta é a maneira correta de superar as limitações do destino” *.
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O ser humano possui tanto limitações quanto potenciais. Ter um limite exposto já é difícil de superar, imagine quando não conseguimos vê-lo. O pior é que não temos tempo para parar e ficar olhando para dentro; e se você já fez isso, com certeza não deve ter encontrado nada, ou pior, para não parecer que passou muito tempo de bobeira, acabou inventando fantasmas. Acontece que precisamos estar em situações normais de temperatura e ambiente para manifestarmos as limitações e/ou os potenciais. Mas, não dá para ficar esperando descobrir essas coisas quando acontecem. Por isso, o melhor a fazer é aumentar a nossa sabedoria sobre tudo, porque caso ocorra alguma situação desagradável, a sabedoria sempre compensa todo o tipo de limitação.
Pois é, eu admito a preguiça como limitação e preciso melhorar isso o quanto antes.

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.. * Fundamentos do Budismo / coordenação Maria de Lourdes dos Santos - 2. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2004.